Vila de Iguassú

O município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense abriga a Reserva Biológica do Tinguá e o Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu. As suas áreas naturais ainda possuem aspectos rurais que abrigam sítios e fazendas que atraem visitantes que buscam lazer e diversão.

A Baixada Fluminense que abriga os municípios de Nova Iguaçu, Queimados, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Mereti, Japeri e Duque de Caxias recebeu essa nomenclatura que vem do Grego “Flumen” que significa água e representa as terras baixas e alagadas da Bacia Fluvial do Rio Iguaçu. A Grande Iguassú, originalmente ocupava uma área de 1320 Km2, mas depois de suas emancipações a atual área apresenta 524,04 Km2.

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Território ocupado pelo Município de Iguaçu – 1840/1940
Fonte: Elaborado por Lúcia Silva (UFRRJ) a partir de Oliveira Junior (1926, p.149 e segs.).

As terras onde surgiu a antiga Vila Iguassú eram habitas por Índios Tupinambás (apelidados de Tamoios). A região começou a ser explorada após a invasão e expulsão dos Franseses com extermínio dos povos indígenas. Assim, a rede hidrográfica da Bacia do Rio Iguassú começou a ser utilizada.

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O famoso porto Iguassú.

Em 15 de janeiro de 1833, as margens do Rio Iguassú, foi criado o Município de Iguassú que surgiu a partir da Vila de Iguassú que teve seu processo de criação no início do século XVI. Na época a região era o centro regional da cidade que ligava o Vale do Café e o porto do Rio de Janeiro.

A antiga Vila Iguassú surgiu como qualquer outra vila. Ao buscar novas terras e caminhos novos, o homem, adentrou em terras brasileiras povoando as margens dos rios, construindo capelas, cemitérios e casas com enormes plantações. A colonização e fundação da vila ocorreram através dos portugueses que navegaram pelos rios e se firmaram na região.

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As ruínas da Torre sineira da Antiga Igreja de Nossa Senhora da Piedade que data de 1719.

Na vila foi fundada a antiga Capela de Nossa Senhora da Piedade que hoje está localizada em outra área do bairro de Iguaçu Velho. Em 1719 surge Nossa Senhora da Piedade do Iguassú que passou a ser chamada de Vila em 1833. Junto a sua antiga capela existe um cemitério chamado de “Cemitério dos Escravos” que se deu devido à morte de treze indivíduos, entre os anos de 1782 e 1798, que eram ex-cativos ou descendentes de escravos que tinham bens, mas eram pretos e pardos forros. Estes trezes indivíduos foram enterrados, em covas, no interior da Igreja de Nossa Senhora da Piedade do Iguassú.

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Atual igreja de Nossa Senhora da Piedade, em Iguaçu Velho.

Seis freguesias eram importantes no escoamento do café produzido na região. Eram elas: Nossa Senhora da Piedade do Inhomorim; São João Batista do Meriti; Santo Antônio da Jacutinga; Nossa Senhora da Conceição do Marapicu; Nossa Senhora do Pilar do Iguassú e Nossa Senhora da Piedade do Iguassú, que era sede vila da província do Rio de Janeiro e por anos foi considerada a vila mais próspera.

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A primeira imagem de Nossa Senhora da Piedade que hoje se encontra na Paróquia de Santo Antônio no Centro de Nova Iguaçu.

Num primeiro momento o transporte ocorria pelo Rio Iguassú, mas com o passar dos anos D. Pedro II decidiu que o transporte deveria ser realizado por ferrovias e inaugurou a antiga Estação da Vila Iguassú. E as estradas de pedra construídas pelos escravos, por onde chegavam o ouro vindo de Minas Gerais como pagamento de impostos e levavam o café produzido na região passaram a ocorrer por ferrovias que os ligavam até o que hoje chamamos Central, localizada no centro do RJ.

Com um surto de Malária que assolou e devastaram moradores da região, associadas às explorações, os moradores começaram a cultivar em terras que passaram a ser chamadas de Nova Iguaçu. Ali começaram a surgir novos potenciais econômicos que levaram o município a ser um referencial comercial.

Elaboração textual: Yuri Borba

Fotos: Yuri Borba

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